Poetisa brasileña Denise Avila, diseño, pintura, poesía y mucho amor a la vida

paisajeDenise Avila es uma destacada poetisa brasileña, poseedora de una vasta producción artistica que va del diseño, la pintura a la poesía. En esta oprotunidad les presentamos algunos poemas de su creación; poemas cargados de una profunda reflexión que muestran a su vez, su y nuestra realidad sin perder en ningún el ritmo y el lirismo en cuanto va discurriendo su retórico paisaje.
Disfrutemos pues de estos poemas lanzados al viento con la livianidad y delicadesa de su mensaje marcado por momentos de cierto tono melancólico, más sin perder su especifico universo temático..

Ilusões Etílicas

Em meu quarto(quadrilátero “escaleno”
com paredes púrpuras e adornos obscenos),
acena do espelho
minha visão distorcida.
Descortina outras faces da vida
e me traz sensações nevrálgicas…
Emoções um tanto nostálgicas,
que me empurram pro
abismo do tempo…
Num vão onde o uivo do vento
ensurdece e emudece os lamentos.
(um vazio de onde quero escapar…)
Onde a poeira da estrada não pousa, nem nada…
Só consegue pairar.
Por ali o presente passou,
e o futuro não tem mais lugar pra ficar.
Como lanças, as lembranças
transpassam os sentidos, e num tom sustenido,
desato a chorar.
Fecho os olhos pra me concentrar,
e busco nos nichos do tempo,
uma foto qualquer, com quem possa falar…
Um registro esquecido, de algum sonho perdido,
que me mostre o sentido
do tempo vivido aqui neste lugar.

Mágoa

Rodopias
Strauss
no Baccarat
Estraçalhado.
Sequer encostas
onde outrora
navegaste sereno,
sem carta,
e te dividias
completo
em cada prisma,
sem precisar
te juntar
os pedaços
para fazer um.

Visita a uma Tia Velha

Axila cansada exala odor naftalínico
Idéias mofadas acordam memórias,
e efervescem em ondas
que arrastam ruidosas correntes oxidadas.
No ladrilho disforme do corredor úmido,
o reflexo do quadro torto se distorce em visão labiríntica
e revela uma percepção limitada pelo espaço
do tempo registrado no pergaminho indigesto,
mantido inteiro por traças em protesto
ao carcomido anuário da tia.
(que muito pouco valia
porque tudo era sétimo dia)
As mãos cadavéricas coçavam
o dorso do gato desnutrido que herdou do falecido,
e a goela, em estupro quase invertido,
“amorcegava” todo sentido.
Mandando pra dentro e devolvendo pro tempo
os sorrisos efêmeros constrangidos
pelo sal da emoção que cursava os
sulcos do bigode chinês – parte do semblante esmaecido,
adornado por cabelos crescidos e ensebados, que não ficam
mais eriçados.

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